Duas dicas simples: compositing e cores no bash

Mesmo com o Compiz-Fusion instalado e funcionando, eu não o habilito toda vez que entro no Gnome. Por ter o hardware um pouco limitado (521 MB de RAM e placa de vídeo GeForce FX 5200), eu ativo o Compiz-Fusion apenas quando quero mostrar os efeitos 3D para alguém.

Uma coisa que gosto bastante é a transparência (real) no terminal. Eu não sabia que dava para habilitar este efeito sem ter que ativar o Compiz. É só habilitar a chave “compositing_manager” no editor de configurações do Gnome. Abra o Editor de configurações (Applications -> System Tools -> Configuration Editor), e vá abrindo as pastas: / -> apps -> metacity -> general, e habilite a chave “compositing_manager”. Pronto, na hora é ativado a sombra nas janelas e nos menus, e também a opção de fundo transparente no terminal (se não estiver aparecendo o fundo transparente, entre no menu Edit -> Profiles -> Edit -> Effects).

A outra dica é para ver as cores dos tipos de arquivos/diretórios no terminal. O padrão do Slacky Gnome é não mostrar as cores, mas isso é fácil de resolver. Entre no terminal, no seu diretório de usuário e crie o arquivo “.bashrc”, e escreva estas duas linhas nele:

export LS_OPTIONS=--color
alias ls=”ls $LS_OPTIONS”

Agora, toda vez que você executar o comando “ls” os arquivos e diretórios estarão coloridos, conforme o tipo e permissão.

Até a próxima.

Bye-bye Windows

Três CD-Rs virgens: R$ 3,00
Cinco horas de ADSL para baixar o Slackware 12: R$ 0,40
Deletar o Windows do HD: não tem preço!

Ontem de noite fiz uma coisa que estava pendente há dias: remover o Windows XP do meu computador. O HD de 120 GB, que tinha uma partição com o Windows instalado e outra para armazenamento das instalações de vários programas para Windows, agora tem somente uma partição Linux ext3. O que fiz com as dezenas de programas para Windows que eu tinha? Deletei tudo! Sem dó nem piedade. Eu não usava o XP há dois meses, então pra que manter isso tudo agonizando no HD se não tinha mais utilidade alguma pra mim?

camiseta_delete_windows.jpgO Slackware 12 e o Gnome estão firmes e fortes no meu HD principal, de 80 GB. Agora tenho espaço em disco de sobra, nada menos do que 120 GB livres! No site de compras Linux Mall tem pra vender uma camiseta com a seguinte frase: “Double your drive space. Delete Windows”. Ainda vou comprar esta camisa, ha ha ha!

Mas, como não existe nada perfeito no mundo, tenho um problema ainda. Meu scanner HP ScanJet 2400 não possui driver para Linux. Já procurei em tudo quanto foi site, não tem mesmo. Vou tentar instalar os aplicativos de escaneamento que vieram com o CD da HP. Estes programas são para Windows, vou tentar rodar com o Wine.

Abaixo tem alguns screenshots do meu Slack. Até mais…

screenshot.png screenshot-1.png screenshot-2.png screenshot-3.png screenshot-4.png

Slackware 12 + Gnome Slacky + Compiz-Fusion

Continuando os testes com o Slackware 12, eu havia instalado o gerenciador gráfico Dropline Gnome 2.20. Tudo funcionando perfeito, mas faltava uma coisa: os efeitos 3D do Compiz-Fusion. Confesso que gosto dessas perfumarias, principalmente para mostrar para os meus amigos que só usam Windows. Gosto de mostrar tudo o que o meu Linux faz e que o Windows deles não faz, he he. Só os efeitos do cubo e das “janelas de borracha” são suficientes para humilhar um pouco os amantes das janelinhas coloridas.

Como eu disse, estava faltando aqui no meu Slack os efeitos 3D, porque o Dropline Gnome não vem de fábrica com o Compiz-Fusion junto. Tentei de tudo para instalar os pacotes e as dependências, mas não teve jeito. O primeiro problema foram as bordas das janelas que sumiam quando eu ativava o Compiz. Muita pesquisa no Google e consegui resolver. Mas restou ainda um defeito: não conseguia abrir nenhuma aplicação depois que eu iniciava o Compiz.

Então eu resolvi instalar um Gnome que já tivesse os pacotes do Compiz junto, instalei o Gnome Slacky. Baixei a imagem ISO da versão 2.30.3 no site http://www.slacky.eu/ e foi só instalar, tudo muito tranqüilo. E lá estava ele, funcionando redondinho, o Compiz-Fusion.

Uma diferença entre o Gnome Slacky e o Dropline Gnome, é que o Slacky vem com o Compiz e não vem com o OpenOffice, e o Dropline é o contrário. Mas foi só baixar o OpenOffice do repositório http://repository.slacky.eu/ e instalar, muito tranqüilo também.

Agora o próximo passo é personalizar o visual do meu Gnome, e postar aqui alguns screenshots.

Até mais…

Slackware 12: Free, powerful and safe

slackware.pngMinhas aventuras no mundo GNU/Linux continuam, e agora estou testando outra distribuição: Slackware 12.

O Ubuntu é muito fácil de instalar, atualizar, e dá para brincar bastante com os efeitos visuais do Compiz-Fusion que já vem instalado. Mas também é um sistema que não gosta muito que o usuário fique mexendo manualmente nas configurações dele. Várias vezes configurei o X, editando diretamente o arquivo xorg.conf, e quando ligava a máquina no dia seguinte o sistema tinha mexido em tudo! Realmente me irritei com isso. Outra coisa que não gostei no Ubuntu: o computador não desligava. O icone shutdown desligava o ambiente gráfico, mas não desligava o computador. Ficava um monte de mensagens do kernel dizendo que não conseguia desligar alguns devices e não deixava eu abrir outra seção do shell para digitar “shutdown -h now”, simplesmente travava o teclado. Tentei várias dicas para resolver, e nada. Esses foram apenas alguns dos problemas que tive com o Ubuntu. Acho que não era nada que não fosse possível ajustar com um pouco mais de paciência e pesquisa, mas como eu estava com muita vontade de experimentar outros sabores do Linux, acabei lembrando do Slackware, que um amigo da faculdade havia me indicado há muitos anos atrás.

Quem sai do Ubuntu e vai para o Slack tem um choque, hehe. Primeiro porque não tem nada de LiveCD pra testar antes, nem nada de instalação em modo gráfico. Você dá boot pelo CD 1, ele carrega o kernel, e fica no terminal esperando que você diga o que fazer. A instalação em modo texto lembra um pouco a instalação do FreeBSD. Você começa criando a partição root, a partição swap, escolhe algumas opções e inicia a instalação. Em aproximadamente 15 minutos você tem o Slackware novinho no seu computador.

No Slackware, a partir da versão 10 eu acho, ele só vem com o KDE, xfce, Fluxbox, e outros gerenciadores de janelas mais leves. Como não gosto do KDE, optei por instalar sem ele. Por isso quando digitei “startx” fui direto para o xfce. Podia ter ficado com este WM, mas simpatizo muito com o Gnome. Resolvi instalar o Dropline Gnome, que encontrei fazendo uma busca rápida na Web. Mas baixei a versão errada, na verdade meio antiga (2.16), e várias coisas não funcionaram. Então deixei o computador baixando a versão 2.20 durante a madrugada, e no dia seguinte refiz toda a instalação do sistema (fiquei com preguiça de pesquisar como remover somente o Gnome), e instalei por último o Dropline Gnome 2.20.

Fiz a instalação do Slackware sem KDE, instalei o driver da placa de vídeo Nvidia FX 5200 (que já tinha guardado), configurei o som onboard com o “alsaconfig” e instalei o Gnome a partir dos pacotes que tinha baixado na noite anterior. Tempo total: 30 minutos, aproximadamente, com apenas um reboot no computador. Vai instalar o Windows XP pra ver quanto tempo leva. He he, no meu computador no mínimo uma hora e meia, e uns 5 reboots. Sem contar que o Gnome instala tudo o que você precisa: OpenOffice, programas gráficos (Gimp, InkScape, Dia, etc), codecs para MP3 e vídeo, programas para multimídia, browsers, programas para comunicação instantânea (Pidgin, Xchat IRC, etc), gravador de CDs e DVDs e vários outros. Se você escolher a instalação completa, o Slackware instala PHP, Python, Apache, MySQL, etc. Isso é uma maravilha pra quem desenvolve para a web.

Agora só falta instalar as outras coisas que eu preciso: Eclipse, plugin do Flex Builder 3 (alpha) para Eclipse, Compiz-Fusion para impressionar os amigos que usam Windows, e o Wine.

Acho que vou ficar com o Slackware no meu desktop por um bom tempo antes de brincar com outra distribuição, me identifiquei com o jeito “slack” de instalar as coisas e configurar o sistema (tudo na munheca, hehe). E o mais legal de tudo: ele não mexe nas configurações !!!

Quem quiser testar, os links estão abaixo:

Porque estou usando software livre

Vários dos DVDs de filmes disponíveis nas locadoras contêm propagandas contra a pirataria. Muitos argumentos são usados, como “DVD pirata tem imagem ruim”, ou “DVD pirata estraga o seu aparelho”. Convenhamos, estes argumentos são bem fraquinhos. Como é que um disco que só contém dados gravados vai estragar um aparelho? E se o DVD pirata é uma cópia do original, então a qualidade da imagem é a mesma. Há alguns dias eu aluguei o DVD do filme infantil “Happy Feet - o pinguim” para o meu filho assistir (e eu também, he he), e desta vez eu vi uma propaganda anti-pirataria convincente. O pai chega em casa do trabalho se gabando de ser muito esperto por levar para o filho um filme pirata, que nem havia chegado aos cinemas ainda. Então o filho diz para o pai que também é muito esperto, e tinha tirado dez numa prova da escola. O pai elogia o filho por isso, e então o garoto explica que é um super pirata, pois copiou a prova inteira de um colega. Então aparece uma frase perguntando se é essa a educação que você quer dar para o seu filho, ou alguma coisa nesse sentido. A agência que bolou esta propaganda acertou em cheio no alvo, que é justamente o aspecto imoral da pirataria. As pessoas sabem que o CD do Windows XP que custa dez reais na barraquinha do camelô da esquina é o mesmo Windows XP que a Microsoft vende. Por que pagar R$ 589, se existe o mesmo por R$ 10? O importante é levar vantagem, se dar bem. Infelizmente esse pensamento está entranhado nos costumes da sociedade brasileira. Os piratas que vendem e os piratas que compram não se importam nem com as leis contra a pirataria, pois sabem que quase nunca são aplicadas aqui no Brasil.

Então, por que usar software livre? Primeiro para não ser um criminoso. Isso mesmo, um criminoso, principalmente se eu sei que o software que estou usando é comercial e eu não paguei por ele. Segundo, por causa do custo, software livre é grátis. É só baixar, instalar e usar com a consciência limpa. Terceiro, porque o software livre é tão bom quanto o software proprietário, e na maioria dos casos é até melhor.

Vamos focar na questão do custo, e vamos fazer uma conta. A licença do Windows XP Home custa R$ 589, mais uma licença do Office Standard 2007, que custa US$ 399 (R$ 718 com o dólar a R$ 1,80), já faz a conta bater em R$ 1300. Vou parar por aqui, nem vou somar o preço do anti-vírus, do anti-spyware, do firewall… Com R$ 1300 eu compro mais um computador. Não tenho esse dinheiro todo para comprar apenas o sistema operacional e os programas de escritório. Imagine uma pequena empresa, com dez computadores. O valor das licenças de software comercial ultrapassa o valor do hardware!

A liberdade do software livre não está somente no preço, mas também na liberdade de poder usar o software da forma que eu quiser. Posso instalar em quantos computadores eu quiser, posso modificar, melhorar, etc. Como diz o Richard Stallman “pense na liberdade do software livre como liberdade de expressão, e não como cerveja grátis”. Ele disse isso porque na língua inglesa a palavra “free” significa “liberdade” e também “grátis”. Mas para o usuário doméstico, a liberdade de expressão do software livre não importa, porque ele não vai abrir o código fonte, fazer diversas alterações, e recompilar. Os usuários domésticos, na maioria, não são programadores. O usuário doméstico só está interessado em usar o software. É justamente neste caso que a característica free = grátis do software livre tem mais peso.

Hello world! Hello Linux! Hello Ubuntu!

Finalmente tenho um blog! He, he, 14 anos trabalhando com informática e internet e não tinha ainda uma página na rede.

richard_stallman.pngO que me motivou a escrever foi uma mundança radical no modo de usar meu computador. Estou abolindo, na medida do possível, o uso de software proprietário e utilizando programas livres, de código aberto. Ok, sei que não é possível trabalhar somente com software open source. O Richard Stallman que me perdoe, mas não podemos enxergar o sistema operacional como uma religião, na qual aqueles que utilizem qualquer programa proprietário são os hereges pecadores traidores da causa e merecem queimar no inferno dos bits.

Um exemplo: a minha placa de vídeo é uma GeForce FX 5200. Até existe um driver open source para Linux/Unix, mas não consegue trabalhar com todos os recursos gráficos oferecidos pela placa. Então, tenho a opção de instalar o driver proprietário da NVIDIA, que funciona perfeitamente, habilitando todos os efeitos 3D. Por que não usar o driver proprietário, que é fornecido de graça pelo fabricante? Para deixar de usar os recursos do meu hardware e ser fiel à religião GNU/Linux? No site Geek’s Podcast tem uma discussão sobre esse tema. A empresa fabricante da placa de vídeo tem seus segredos industriais, que não podem ser revelados com a disponibilização do código fonte dos drivers. Não estou defendendo o software proprietário. Bom seria se todo software fosse de código aberto, para a comunidade poder melhorar, corrigir bugs, e todos se beneficiarem disso. Mas vivemos num mundo capitalista, as empresas de hardware precisam de lucro para continuarem produzindo, e precisam, de certa forma, evitar que seus produtos sejam copiados pelo concorrente.

ubuntulogo.pngBom, voltando ao tema deste post, comecei pelo sistema operacional, instalei o Ubuntu 7.10. Eu já tinha testado superficialmente algumas distribuições Linux, também já tinha trabalhado um pouco com FreeBSD em servidores, e também testado um pouco como desktop, mas nunca tinha amadurecido a idéia de abandonar o Windows.

A utilização do Ubuntu vem crescendo muito como desktop. Isso se deve à facilidade de instação e uso do sistema. Uma comparação: a placa mãe do meu computador tem som onboard. Nas vezes que instalei o Windows XP tive que pegar o CD da placa para instalar manualmente o driver de audio. Com o Ubuntu não, ele reconheceu TODO o meu hardware, até o monitor, um Samsung SyncMaster 793DF (o Windows apenas diz: Monitor Padrão, hehe). O Ubuntu vem bem completo de fábrica, com programas para assistir videos e ouvir música, programas de escritório (processador de texto, planilha, gerador de apresentações e banco de dados), programa para desenho e tratamento de imagens (o ótimo Gimp), acessórios (calculadora, editor simples de texto), brower (FireFox) e programas para administração do sistema. Mais uma comparação: após a instalação do Windows você se depara com um sistema “peladão”, ou seja, para poder usar o computador de verdade, produtivamente, vai ter que instalar muita coisa a mais.

Uma observação deve ser feita quanto à instalação do Ubuntu. Você não vai conseguir ouvir MP3 e assistir qualquer tipo de vídeo logo de cara. Os codecs de audio e vídeo mais usados atualmente são proprietários. São fornecidos de graça, mas não têm o código fonte aberto. Por este motivo, o Ubuntu não vem com estes codecs, pois obedece à filosofia GNU/Linux. Mas dá todo o suporte para você instalar o que precisar para usar multimídia no seu computador. Isso leva ao assunto da facilidade de instalação de programas no Ubuntu.

A instalação de programas é uma tarefa muito simples. Você apenas vai no menu Applications - Add/Remove, seleciona o(s) software(s) que deseja e aperta o botão Apply Changes. Pronto, o Ubuntu baixa os pacotes, descompacta, baixa as dependências, instala, adiciona os atalhos no menu, tudo sozinho, você não precisa fazer mais nada. Isso é uma maravilha. No Windows você tem que ter o instalador em mãos, ou achar o site do programa, escolher a pasta onde o arquivo será salvo, baixar, executar manualmente o instalador, next, next, next, finish, he he. Agora ninguém mais tem razão quando disser que o Linux é muito difícil e só pode ser usado por nerds.

Claro que algumas poucas configurações precisam ser feitas diretamente nos arquivos do sistema. Por exemplo, o Ubuntu insistia em inicializar o sistema com o modo padrão de vídeo 1280 x 1024 pixels, 60 Hz. Essa frequência de vídeo é uma tortura. Então eu alterei pelo programa Screen Resolution para 1152 x 864 pixels a 75 Hz, mas sempre voltava sozinho para a resolução padrão. Não teve jeito, um pouco de leitura e pesquisa nos fóruns oficiais do Ubuntu, e aprendi a alterar o arquivo /etc/X11/xorg.conf “na munheca”.

Resumindo a história toda, estou há 3 semanas usando somente Linux. Só inicializei o computador uma vez no Windows, que ainda está instalado no primeiro HD (que heresia! he he), só para assistir um DVD que precisava ser devolvido logo em seguida na locadora. Não conformado (e sentindo um pouco de remorso, he he) instalei depois os codecs corretos no Ubuntu e agora assisto a qualquer DVD no Linux.

Nos próximos posts vou continuar relatando minhas experiências de novato no mundo Linux. Até mais.