Slackware 12: Free, powerful and safe
Minhas aventuras no mundo GNU/Linux continuam, e agora estou testando outra distribuição: Slackware 12.
O Ubuntu é muito fácil de instalar, atualizar, e dá para brincar bastante com os efeitos visuais do Compiz-Fusion que já vem instalado. Mas também é um sistema que não gosta muito que o usuário fique mexendo manualmente nas configurações dele. Várias vezes configurei o X, editando diretamente o arquivo xorg.conf, e quando ligava a máquina no dia seguinte o sistema tinha mexido em tudo! Realmente me irritei com isso. Outra coisa que não gostei no Ubuntu: o computador não desligava. O icone shutdown desligava o ambiente gráfico, mas não desligava o computador. Ficava um monte de mensagens do kernel dizendo que não conseguia desligar alguns devices e não deixava eu abrir outra seção do shell para digitar “shutdown -h now”, simplesmente travava o teclado. Tentei várias dicas para resolver, e nada. Esses foram apenas alguns dos problemas que tive com o Ubuntu. Acho que não era nada que não fosse possível ajustar com um pouco mais de paciência e pesquisa, mas como eu estava com muita vontade de experimentar outros sabores do Linux, acabei lembrando do Slackware, que um amigo da faculdade havia me indicado há muitos anos atrás.
Quem sai do Ubuntu e vai para o Slack tem um choque, hehe. Primeiro porque não tem nada de LiveCD pra testar antes, nem nada de instalação em modo gráfico. Você dá boot pelo CD 1, ele carrega o kernel, e fica no terminal esperando que você diga o que fazer. A instalação em modo texto lembra um pouco a instalação do FreeBSD. Você começa criando a partição root, a partição swap, escolhe algumas opções e inicia a instalação. Em aproximadamente 15 minutos você tem o Slackware novinho no seu computador.
No Slackware, a partir da versão 10 eu acho, ele só vem com o KDE, xfce, Fluxbox, e outros gerenciadores de janelas mais leves. Como não gosto do KDE, optei por instalar sem ele. Por isso quando digitei “startx” fui direto para o xfce. Podia ter ficado com este WM, mas simpatizo muito com o Gnome. Resolvi instalar o Dropline Gnome, que encontrei fazendo uma busca rápida na Web. Mas baixei a versão errada, na verdade meio antiga (2.16), e várias coisas não funcionaram. Então deixei o computador baixando a versão 2.20 durante a madrugada, e no dia seguinte refiz toda a instalação do sistema (fiquei com preguiça de pesquisar como remover somente o Gnome), e instalei por último o Dropline Gnome 2.20.
Fiz a instalação do Slackware sem KDE, instalei o driver da placa de vídeo Nvidia FX 5200 (que já tinha guardado), configurei o som onboard com o “alsaconfig” e instalei o Gnome a partir dos pacotes que tinha baixado na noite anterior. Tempo total: 30 minutos, aproximadamente, com apenas um reboot no computador. Vai instalar o Windows XP pra ver quanto tempo leva. He he, no meu computador no mínimo uma hora e meia, e uns 5 reboots. Sem contar que o Gnome instala tudo o que você precisa: OpenOffice, programas gráficos (Gimp, InkScape, Dia, etc), codecs para MP3 e vídeo, programas para multimídia, browsers, programas para comunicação instantânea (Pidgin, Xchat IRC, etc), gravador de CDs e DVDs e vários outros. Se você escolher a instalação completa, o Slackware instala PHP, Python, Apache, MySQL, etc. Isso é uma maravilha pra quem desenvolve para a web.
Agora só falta instalar as outras coisas que eu preciso: Eclipse, plugin do Flex Builder 3 (alpha) para Eclipse, Compiz-Fusion para impressionar os amigos que usam Windows, e o Wine.
Acho que vou ficar com o Slackware no meu desktop por um bom tempo antes de brincar com outra distribuição, me identifiquei com o jeito “slack” de instalar as coisas e configurar o sistema (tudo na munheca, hehe). E o mais legal de tudo: ele não mexe nas configurações !!!
Quem quiser testar, os links estão abaixo: